Resenhas

quinta-feira, 9 de abril de 2015

[RESENHA] "CRESCENDO", DE BECCA FITZPATRICK

Nome: Crescendo
Autora: Becca Fitzpatrick
Série: Hush Hush (#02)
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Buscapé
A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada, e, o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar.

Se não fosse pelo interesse de Patch em Marcie, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família que acaba de voltar para a cidade. Ainda que Scott a deixe furiosa na maior parte do tempo, é impossível não se sentir atraída. Lá no fundo, porém, ela tem certeza de que ele guarda um segredo.

Atormentada por repetidas visões do pai, inexplicavelmente assassinado anos antes, Nora começa se perguntar se haveria alguma conexão entre a morte dele e o fato de pertencerem a uma linhagem de nefilins. Ela quer descobrir o que realmente aconteceu, mas isso é muito arriscado. Algumas verdades ficam melhor mortas e enterradas - do contrário, podem destruir tudo em que você acredita.

Resenhas | Série “Hush Hush”


   


Devo começar dizendo que me decepcionei com "Crescendo". Diferente de "Sussurro", esse livro não conseguiu me manter interessada e ansiosa pela página seguinte, mas pelo menos foi o bom o suficiente para que eu conseguisse chegar ao final e continuar acompanhando a série.

Patch conseguiu suas asas de volta após salvar a vida de Nora, o que o torna o anjo da guarda dela. Seu novo cargo exige que ele passe um bom tempo ao redor dela e ambos não poderiam estar mais de acordo com isso, afinal eles já tinham a intenção de passar todo o verão juntos.

Entretanto seus planos vão por água abaixo quando os Arcanjos entram na jogada. O relacionamento de Patch e Nora não é visto com bons olhos pelos seres superiores, que estão atentos a qualquer deslize do anjo da guarda, com a intenção de destituí-lo de seu novo cargo. E isso tudo é por considerarem uma afronta o fato de Patch ter recuperado suas asas.
“Sou um anjo da guarda, ou pelo menos foi o que me disseram, mas os arcanjos não confiam em mim. Não tenho qualquer privilégio, nem privacidade. [...] Estão procurando qualquer desculpa para se livrarem de mim. Estou em observação e, se eu estragar tudo, minha história não vai ter um final feliz.”
E depois Patch começa a se relacionar com Marcie Miller, a patricinha-barra-vadia que é também a maior inimiga de Nora. A protagonista não entende como o seu amado pode fazer isso com ela e passa a maior parte da história amaldiçoando o novo casal, se corroendo de ciúmes, fingindo que está seguindo em frente e então indo a lugares onde sabe que vai encontrá-lo, só para se torturar um pouco mais. Se isso não fosse ruim o bastante, Patch continua dando sinais de que ainda se interessa por ela, mesmo estando com outra.

Mas isso está longe de ser o maior dos problemas de Nora, que de repente começa a ver seu falecido pai andando por ai. Ela rapidamente se convence de que ele está vivo e que permaneceu afastado por algum motivo, e não êxita em ir atrás dele sempre que o vê. O único problema é que toda vez que isso acontece, sua intuição indica que o perigo está próximo, como se alguém estivesse lá para matá-la.
“—Pai? - sussurrei o mais baixo possível.
Estou aqui dentro.
Agora a voz estava mais alta, era um som de verdade. Não estava apenas na minha cabeça, dessa vez, mas também nos meus ouvidos. [...]  Queria desesperadamente que fosse ele, mas, ao mesmo tempo, os arrepios que eu sentia por toda a pele me avisavam que aquilo podia ser um truque. Uma armadilha.”
Nora ainda confia em sua sanidade e nos últimos meses descobriu sobre coisas que ela nunca imaginou existir, portando há duas explicações para o seu problema: ou o pai está realmente vivo, ou alguém está se passando por ele para chegar até ela. Na tentativa de resolver esse mistério, ela decide investigar sobre a morte do pai e descobrir a identidade do assassino. Mal sabe ela que isso a levará diretamente para a verdadeira origem de sua ligação com os nefilins, e que essa verdade poderia muito bem ter saído do seu pior pesadelo.

Nora caiu muito no meu conceito e tomou o lugar de Vee como a personagem mais irritante. Ela toma várias decisões no calor do momento, o que não é bom levando em conta que sua vida está longe de ser maravilhosa. Apesar dos novos mistérios, a narrativa sempre volta para o problema Nora, Patch e Marcie. Tirando alguns – poucos – momentos divertidos, essas cenas eram chatas e cansativas, e o modo de agir de Nora só deixou tudo ainda pior.

Patch compensa as atitudes de Nora. Ainda todo enigmático, ele é – como Nora bem descreveu – um cara perfeitamente controlado, até a última célula de seu corpo. Diferente da protagonista feminina, ele não faz coisas imprudentes somente para provar algo a alguém e sinceramente, por vezes desejei que ele desse um fora bem dado em Nora, para quem sabe assim ela parar de agir de forma tão infantil.

O relacionamento ‘quente’ dos protagonistas é um dos maiores atrativos de toda a saga, mas a obsessão de Nora por Patch em “Crescendo” fez com que a narrativa se tornasse repetitiva e perdesse aquele ar envolvente do primeiro livro. 

Vee está mais divertida e suportável, e surpreendentemente até mesmo dando alguns bons conselhos a Nora, apesar de raramente ser ouvida. Finalmente consegui ver o quão boa e fiel ela é como amiga, sempre disposta a ajudar Nora a resolver seus conflitos.

E tem também a aparição de um novo personagem, um antigo conhecido de Nora que retorna para sua vida. Scott é o amigo de infância que já não parece tão inocente. Nora desconfia que ele guarde segredos obscuros e que estes podem estar, de alguma forma, ligados a alguns de seus problemas.
“É muito difícil ignorar o fato de que os Parnell estão fazendo tudo que é possível para esconder o passado de Scott. Por que toda vez que a sra. Parnell abre a boca, Scott fica em cima dela, vigiando-a como um gavião? O que ele pode ter feito de tão ruim?”
Repetindo a fórmula de “Sussurro”, as respostas para tantos problemas são deixadas para o final da história, o que felizmente compensa a leitura. É uma sequência de cenas cheias de ação e revelações surpreendentes, que finalmente conseguiu despertar em mim um sentimento de ansiedade e expectativa para o terceiro volume. “Crescendo” ainda conseguiu deixar ótimos assuntos para serem abordados na sua continuação, que tem tudo para apagar meus pensamentos ruins sobre o segundo livro da série, mostrando que “Crescendo” foi somente um tropeço da autora.

Sobre o trabalho da editora, não tenho o que reclamar. A Intrínseca fez um ótimo trabalho com a revisão e diagramação. Os detalhes das penas caindo no início e final de cada capítulo é absolutamente adorável.

2 comentários:

  1. oush mts falam que nao gostaram do resto da serie mas eu amei cada livro scrr, essa serie eh <3
    tonsdeleitura.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oii Lud. O segundo foi sim, pelo menos para mim, um pouco decepcionante. Os outros livros melhoram, mas não volta a ser como o primeiro da série, que ainda é o meu favorito.

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