Resenhas

sexta-feira, 1 de abril de 2016

[NOVIDADES] INTRÍNSECA DIVULGA CAPA E TRECHO DE "O ORÁCULO OCULTO", DE RICK RIORDAN

A Editora Intrínseca divulgou a capa nacional de "O Oráculo Oculto", primeiro volume da nova série de Rick Riordan, "As Provações de Apolo". O lançamento foi confirmado para o dia 03 de maio.

Onde comprar ► Amazon, Saraiva, Livraria da Travessa, Livraria Cultura e Livraria da Folha.

A história acompanhará o deus Apolo, que foi punido por seu pai, Zeus, e transformado em um adolescente mortal. Agora, ele tentará descobrir uma forma de reverter a punição, cair novamente nas graças de seu pai e obter seus poderes de volta. O livro se passa após o final da série "Os Heróis do Olimpo", trazendo outra vez personagens conhecidos dos semideuses, como Percy e Annabeth.

Confira abaixo a capa nacional e a sinopse, além de um trecho da história:

Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro!

Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.

O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão.


“Viramos na Rua 82, a leste.

Quando chegamos à Segunda Avenida, o lugar começou a me parecer familiar, com fileiras de prédios, lojas de material de construção, lojas de conveniência e restaurantes indianos. Eu sabia que Percy Jackson morava em algum lugar por ali, mas minhas viagens pelo céu na carruagem do Sol me deram um senso de localização pareado com o Google Earth. Eu não estava acostumado a me deslocar no nível da rua.

Além do mais, nessa forma mortal, minha memória perfeita tinha se tornado… imperfeita. Medos e necessidades mortais enevoavam meus pensamentos. Sentia fome. Queria ir ao banheiro. Meu corpo estava doendo. Minhas roupas estavam fedendo. Parecia que meu cérebro estava cheio de pedaços de algodão molhados. Sinceramente, como vocês, humanos, aguentam?

Depois de mais alguns quarteirões, uma mistura de granizo e chuva começou a cair. Meg tentou pegar as gotas na língua, o que achei uma forma muito ineficiente de beber alguma coisa, e logo água suja. Comecei a tremer por causa do frio e tentei me concentrar em pensamentos felizes: as Bahamas, as Nove Musas em perfeita harmonia, as muitas punições horríveis que eu daria a Cade e Mikey quando me tornasse deus de novo.

Eu ainda estava interessado em descobrir quem era o chefe deles e como ele soube em que lugar eu cairia na Terra. Nenhum mortal teria como saber isso. Na verdade, quanto mais eu pensava, mais improvável se tornava a ideia de que um deus (fora eu mesmo) pudesse ter previsto o futuro de forma tão certeira. Afinal, eu era o deus da profecia, o mestre do Oráculo de Delfos, distribuidor de amostras de alta qualidade do destino dos outros há milênios.

É claro que não me faltavam inimigos. Uma das consequências naturais de ser tão incrível é que eu atraía inveja por onde passava. Mas eu só conseguia pensar em um adversário capaz de prever o futuro. E se ele viesse atrás de mim em meu atual estado…

Afastei esse pensamento. Já tinha muito com que me preocupar. Não fazia sentido ficar aterrorizado por causa de situações hipotéticas.

Começamos a procurar nas ruas menores, verificando os nomes nas caixas de correspondência e nos painéis dos interfones. O Upper East Side tinha uma quantidade surpreendente de Jacksons. Achei isso irritante.

Depois de várias tentativas fracassadas, dobramos uma esquina, e ali, parado debaixo de um resedá, havia um velho Prius azul. O capô tinha o amassado inconfundível dos cascos de um pégaso. (Como eu tinha tanta certeza? Sou ótimo em identificar marcas de cascos. Além do mais, cavalos normais não sobem em carros. Pégasos, sim. O tempo todo.)

— Ahá — falei para Meg. — Estamos quase chegando.

Meio quarteirão depois, reconheci o prédio: um edifício de tijolos aparentes com cinco andares e aparelhos de ar-condicionado enferrujados pendurados nas janelas.

— Voilà! — gritei.

Meg parou de repente, como se houvesse uma barreira invisível que a impedisse de avançar. Ela olhava desconcertada para a Segunda Avenida.

— O que aconteceu? — perguntei.

— Achei que tivesse visto de novo.

— O quê? — Segui o olhar dela, mas não vi nada de estranho. — Os delinquentes do beco?

— Não. Duas… — Ela balançou os dedos. — Bolhas brilhantes. Eu as vi na Avenida Park.

Meu coração disparou.

— Bolhas brilhantes? Por que você não disse nada?

Ela bateu nas hastes dos óculos.

— Eu já falei que vi muitas coisas esquisitas. Geralmente não ligo, mas…

— Mas, se eles estiverem nos seguindo, não vai ser nada bom — retruquei.

Olhei para a rua de novo. Nada de diferente, mas eu não estranharia se Meg realmente tivesse visto bolhas brilhantes. Muitos espíritos aparecem dessa forma. Meu próprio pai, Zeus, já se transformou em uma bolha brilhante para atrair uma mulher mortal. (Por que a mulher mortal achou isso atraente, eu não faço ideia.)

— A gente devia entrar — falei. — Percy Jackson vai nos ajudar.

Meg continuou hesitante. Ela não demonstrou medo quando enfrentou ladrões com lixo em um beco sem saída, mas agora parecia estar em dúvida se devia tocar a campainha. Então me dei conta de que talvez ela já tivesse encontrado semideuses, e que esses encontros podiam não ter saído como o esperado.

— Meg, sei que alguns semideuses não são bons — falei. — Eu poderia contar histórias de todos que precisei matar ou transformar em ervas…

— Ervas?

— Mas Percy Jackson sempre foi de confiança. Não precisa ter medo. Além do mais, ele gosta de mim. Eu ensinei tudo que ele sabe.

Ela franziu a testa.

— É?

Achei a inocência dela meio encantadora. Havia tantas coisas óbvias que ela não sabia.

— Claro. Vamos subir agora.

Eu toquei o interfone. Alguns segundos depois, a voz falhada de uma mulher atendeu.

— Alô.

— Oi — falei. — Aqui é Apolo.

Estática.

— O deus Apolo — reforcei, achando que talvez devesse ser mais específico. — Percy está?

Mais estática, seguida de duas vozes em uma conversa abafada. A porta da frente se abriu. Antes de entrar, vi um breve movimento com o canto do olho. Dei uma conferida na calçada, mas novamente não vi nada.

Talvez tivesse sido um reflexo. Ou granizo sendo carregado pelo vento. Ou talvez tivesse sido uma bolha brilhante. Meu couro cabeludo formigou de apreensão.

— O que foi? — perguntou Meg.

— Nada de mais. — Forcei um tom alegre. Não queria que Meg saísse correndo logo no momento em que estávamos tão perto de um lugar seguro. Estávamos unidos agora. Eu teria que segui-la se ela ordenasse, e não queria ter que viver naquele beco para sempre.

— Vamos subir. Não podemos deixar nossos anfitriões esperando.

Depois de tudo que fiz por Percy Jackson, eu esperava alegria com a minha chegada. Boas-vindas lacrimosas, a queima de algumas oferendas e um pequeno festival em minha homenagem não teriam sido inadequados.

Mas o jovem só abriu a porta do apartamento e perguntou:

— Por quê?

Como sempre, fiquei impressionado com a semelhança dele com o pai, Poseidon. Ele herdara os mesmos olhos verde-mar, o mesmo cabelo preto desgrenhado, as mesmas belas feições que podiam mudar de bom humor para raiva com facilidade. No entanto, Percy Jackson não seguia a preferência do pai por shorts de praia e camisas havaianas. Ele estava usando uma calça jeans surrada e um casaco de moletom azul com as palavras equipe de natação ahs bordadas na frente.

Meg recuou no corredor e se escondeu atrás de mim.

Decidi dar um sorriso.

— Percy Jackson, minhas bênçãos para você! Estou precisando de assistência.

O olhar de Percy voou de mim para Meg.

— Quem é a sua amiga?

— Esta é Meg McCaffrey — expliquei —, uma semideusa que precisa ser levada para o Acampamento Meio-Sangue. Ela me salvou de delinquentes.

— Salvou… — Percy olhou meu rosto ferido. — Você quer dizer que o visual “adolescente surrado” não é só disfarce? Cara, o que aconteceu com você?

— Eu acho que mencionei delinquentes.

— Mas você é um deus.

— Quanto a isso… eu era um deus.

Percy piscou.

— Era?

— Além disso — falei —, tenho quase certeza de que estamos sendo seguidos por espíritos do mal.

Se eu não soubesse quanto Percy Jackson me idolatrava, teria jurado que ele estava prestes a me dar um soco no nariz já quebrado.

Ele suspirou.

— Acho que vocês dois deviam entrar.”

4 comentários:

  1. Ahh estou super curiosa para acompanhar essa história! Rick Riordan é um dos escritores que mais admiro, é incrível a forma como ele lida com tantas mitologias <3
    Beijos!

    Rascunhos de uma adolescente
    rascunhosaraujo.blogspot.com.br

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    1. Eu nunca li nenhum livro do Rick, quem sabe no futuro. Por enquanto tenho uma lista imensa - que só cresce - de livros para ler. =D

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  2. E lá vai o tio Rick lançando mais uma série que com certeza lerei! Já tô imaginando o sucesso que o jovem Apolo vai fazer arrasando corações, pois reza a lenda que ele é quente ashuahsuah

    http://deiumjeito.blogspot.com.br/

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    1. Eu nunca li nenhum livro do Rick, mas a impressão que tenho é que ele é tipo a Cassandra Clare, está sempre reaproveitando a história que criou. Esse cara não para; sorte dos fãs. HAHA ;D

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